sexta-feira, 16 de outubro de 2009
A vida em dia...
Bolo com café;
Msn com amiga;
Demissão do emprego não está em dia, mas sensação de trabalho cumprido está: trabalho, em dia!
Planos em dia, sonhos mais ainda;
Consultas médicas em dia, e cabeleireiro também;
Amor em dia;
Contas em dia;
Dieta...quase em dia (mas é só na segunda, não?)
Muitas aspirações, algumas certezas e tantas soluções...tudo na mais santa normalidade, se é que isso existe.
Como um check list, nada como sentir que a vida está "em dia".
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Realidade
Esta é a pior coisa que já passei, no trabalho. Ajudar pais que recebem notícia de que o nenê morreu. Tem coisas legais também, juro...mas não estou conseguindo vir aqui descrever estas cenas, por estar tão absorvida com esta realidade, que não é minha, mas que participo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Todos os dias me espanto, todos os dias desacredito no que vejo, mas tenho que confessar que tantas cenas como estas vão endurecendo um pouco a gente. Não sei explicar este endurecimento, mas é como se você estivesse presa num filme, tem que viver aquilo que se apresenta e pronto.
Tem uma moça que trabalha comigo que diz que sou mole demais, que não devia ter pena de mãe sem noção que perde o nenê, mas não tem jeito, tenho pena. Pena dela não ter podido fazer diferente, ou não ter desejado fazer diferente, pena de ver o filho indo...e ela ficando. Pena de pensar no tipo de futuro que o nenezinho, que vai virar uma criancinha, vai ter. Ela diz que o futuro deles será melhor em muito casos do que se eles ficassem...com elas. Vai saber. O destino de cada um é tão, tão particular que o que posso fazer com certeza (e juro que tento!) é não julgar.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Ai que feio...
Às vezes quando digo "te amo" e ele quer saber quanto... respondo mais que explicativa "taaanto" e papo encerrado. Tanto explica, não explica?!
Já venho.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Se você fosse eu

Quem assistiu o filme Se Eu Fosse Você? Vi ontem, achei totalmente excelente! Primeiro porque não esperava uma atuação tão boa dos atores, e segundo - que na verdade é em primeiro - porque a idéia é ótima e aposto que to-dos os casais já desejaram em algum momento, que o outro estivesse em seu lugar para que este compreendesse seu universo, seus sentimentos, seu ponto de vista, seu sejaláoquequeestejaincomodando. Quem reclama sempre esquece do outro. O nosso problema sempre é o pior, o mais sofrido... Acho que vem no ser humano um genezinho de se fazer de vítima. Bicho não se faz de vítima, ao contrário, faz logo o outro de vítima no melhor estilo "antes ele do que eu". E a troca de papéis se dá justamente quando juntos o casal sentencia: seu problema é que você só pensa em si mesmo, queria ver se estivesse no meu lugar! Algo do gênero. Quantas vezes você já disse isso? Eu já falei algumas, confesso. desejei muitas vezes que ele, a pessoa que amo estivesse no meu lugar para sentir como ele, tão amado podia ser tao cruel, tão incompreensível por vezes. Eu desejei também, depois de arrependida, que eu pudesse aprender as lições e não magoá-lo, sem para isso precisar estar no lugar dele (Deus me livre usar um sapato 43, pra dizer o mínimo!).
Além de tudo o filme faz doer as bochechas de tanto rir! Duas cenas ótemas: o homem, sofrendo de cólica menstrual no corpo de mulher, responde para a mulher no corpo de homem: Eu não podia imaginar que esta minha cara irônica era tããão irritante! Outra é o homem, no corpo de mulher tentando se equilibrar num salto alto.... diz tudo!
Bom, o filme faz pensar... não custa nada, de vez em quando, se imaginar no lugar do outro e prevenir algumas tragédias da vida privada.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Velozes e furiosos...
Até tirei a semana de folga no trabalho. Protesto. Mudei de quarto, a casa parece uma casa de gente maluca, tudo invertido e não vai ficar no lugar pois devido a esta ousadia não páro de espirrar um minuto. Meu nariz me odeia.
Juro que pelas minhas contas neste momento eu deveria estar fazendo 24 anos. Nunca fui boa em matemática mas assim já é demais né? Por isso que psicóloga não ganha bem...nem sabe contar direito. Só conta história. Vou explicar, olha como faz sentido. Eu me formei com 22 e terminei a especialização com 23 e era um curso super especial, assim em 1 ano estaria ganhando o mínimo justo que é o que ganho hoje e levaria mais ou menos 1 ano para juntar um dinheiro razoável para casar ou viajar ou trocar de carro, que será ano que vem quando eu fizer 25....ou seja...tenho 24 anos. Certo? Errado. Pelo menos tenho uns três documentos no mínimo, só na minha bolsa me contradizendo. Ou seja, pra que o documento se o que conta é a vida que você leva e não sua idade cronológica? Eu tenho vida de 24 anos. E disposição física de 31, é verdade. Impossível e improvável que alguém, qualquer pessoa, consiga me convencer a ir em uma balada, destas que acontecem até 4 da manhã no escuro, com música alta, bebidas variadas e luzes, além de fumaça de cigarro (um passeio ao zoológico me seduz mais!). Sair de casa às 23:30 h? Isto é hora de voltar, pra namorar e dormir feliz de acordo com o que meu corpo suplica e minha mente sinaliza que já está bom.
Ah! Mas tenho que contar que no dia do aniversário, por uma fração de segundos voltei a ter 18 anos! O que foi ótimo, mas uma enorme injustiça ao mesmo tempo. Houve um encontro com amigos queridos em um restaurante e levei um bolo delicioso.
A certa altura da noite, minha mãe pediu ao gerente que trouxesse o bolo e este me avisou que "minha avó pediu o bolo, mas que eu ficasse à vontade para cortá-lo quando quisesse". Grande sacanagem porque gente, minha mãe está inteiraça!!! Nem parece que tem 60 anos. Mas caso pareça, logo suponho, que eu aparento ter o que...no máximo 18! Certo? Desta vez acho que está certo :)Bom, o fato é: Não se pode mudar o que já pasosu e as escolhas feitas que me aproximaram ou me desviaram dos planos adequados pros meus 31 anos. Porém posso e vou, hoje, fazer boas e grandes escolhas para seguir caminhos bem alegres dos 31 em diante.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Só quero um presente...
| ...a gente envelhece o tempo todo; o tempo não para; é como o rio. Só que a gente não percebe. Mas aí chega um dia que faz a gente parar e prestar atenção: o dia do aniversário. No dia do aniversário a gente diz: “Passou mais um ano da minha vida“. É o dia quando os números mudam. Quando me perguntam: “Qual é a sua idade?“ - eu respondo: “67“. Mas depois do dia 15 a resposta será “68“. (Rubem Alves) |
